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"Faze-me ouvir, pela manhã, da Tua graça, pois em Ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque em Ti elevo a minha alma." (Sl 143:8)

“De noite indago meu íntimo, e meu espírito perscruta” (Sl 77:6)

Li em algum lugar, de um passarinho que não canta o que o dono deseja, se a sua gaiola estiver em plena claridade. Aprende um trechinho disto, outro daqui-lo, mas nunca uma melodia inteira, até que a gaiola seja coberta e impedidos ali os raios da manhã.

Muitas pessoas nunca aprendem a cantar, até que as sombras caiam sobre a sua vida. O lendário rouxinol canta comprimindo o peito contra um espinho. O cântico dos anjos foi ouvido à noite. Foi à meia-noite que veio o grito: “Ai vem o esposo, saí-lhe ao encontro”.

É realmente difícil acreditar que alguém possa conhecer como o amor de Deus é rico e completo para satisfazer e consolar, se o céu da sua vida nunca se escureceu.
A luz surge nas trevas, à manhã surge do seio da noite.

Numa de suas cartas, James Creelman descreve sua viagem através dos estados dos Bálcans à procura de Natalie, a rainha exilada da Sérbia.
”Nessa memorável viagem”, diz ele, “fiquei sabendo que o suprimento de essência de rosas para o mundo vem das montanhas dos Bálcans. E o que mais me interessou”, continua ele, “é que as rosas pareciam ser colhidas nas horas mais escuras”. Os colhedores começam a apanhá-la a uma da madrugada e param às duas.

”A princípio pareceu-me uma refinada superstição, mas investiguei o pitoresco mistério e aprendi que testes científicos haviam provado que na realidade qua-renta por cento da fragrância das rosas desaparecia com a luz do dia.”

E na vida e cultura do homem isto não é conceito imaginoso ou fantasioso, é um fato.

Fonte: Mananciais do Deserto

 

 

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